Sensorialmente, o lúpulo Alpharoma distingue-se por um perfil aromático vibrante e incisivo, dominado principalmente por notas nítidas de erva-príncipe (lemongrass) e um caráter resinoso de pinho fresco. No nariz e na boca, não oferece as bombas tropicais típicas de outros lúpulos neozelandeses modernos, mas sim uma sofisticação herbácea intensa com nuances cítricas que lembram raspa de lima e um fundo especiado muito limpo. É uma variedade que confere uma sensação de "frescura verde" e vivacidade (zing), funcionando excecionalmente bem para contrariar o caráter maltado com um perfil elegante que oscila entre o cítrico e o balsâmico.
Em termos técnicos e de origem, o Alpharoma é um lúpulo de dupla finalidade desenvolvido na Nova Zelândia, com um teor de ácidos alfa que varia habitualmente entre 10% e 12%, conferindo-lhe grande eficiência. Desenvolvido pelo DSIR a partir de um cruzamento triploide da variedade Smoothcone, possui uma proporção de cohumulona relativamente elevada, pelo que o seu amargor é firme e decidido. É ideal para Lager modernas, Pilsners do Novo Mundo ou Pale Ales em que se procura uma base de amargor sólida e um aroma clássico mas intensificado, servindo como alternativa "com esteroides" às variedades nobres europeias graças à sua estabilidade e rendimento.